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Choque de Gerações, o conflito pode ser bom

Logo após ganhar o ouro olímpico, o técnico da Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, Bernardinho, declarou “Quando eu gritava com a geração passada, eles se sentiam  estimulados em me provar que eram capazes”, se referindo à seleção campeã nas olimpíadas de Atenas em 2004. Quem viu os jogos no Rio, percebeu um técnico bem mais calmo, sem os gritos que até a torcida estava acostumada. O resultado foi o alto do pódio.

Muitas são as empresas que têm enfrentado grandes dificuldades em liderar a geração Y. Frases como “essa molecada não quer nada com nada” e “hoje em dia ninguém tem amor a camisa” são constantes no meu dia-a-dia, principalmente vindos de pessoas nascidas entre 1965 e 1980. Até concordo que é um desafio lidar com uma geração diferente da sua, mas a culpa não é da geração em si e sim da tentativa de utilizar antigos métodos para novas realidades.

É importante entendermos que cada geração passou por algumas situações que a outra geração não passou, como por exemplo:

Geração Baby Boomer (Nascidos no Final da II Guerra até 1964): Lhe foi ensinado que sucesso no trabalho é conseguir estabilidade. É normal dessa geração o orgulho por ter ficado muito tempo em uma mesma empresa, até porque compreende o trabalho como uma obrigação, você só é digno se tiver um.

Geração X (Nascidos em 1965 até 1980): Herdou a estabilidade conseguida pela geração acima citada, por isso teve a possibilidade de “curtir a vida” sem tanta culpa quanto seus pais. Foi-lhe ensinado que ter sucesso no trabalho é ter dinheiro. Passou por diversas crises no Brasil, principalmente na década de 80,uma das piores da história. Isso naturalmente lhe desenvolveu o empreendedorismo e  responsabilidade.

Geração Y (Nascidos Anos 1980 e 1980): Cresceu em um mundo cercado pela tecnologia em que a comunicação bem como o acesso a informação são extremamente rápidos e fáceis. Desfrutou desde cedo da democracia e sempre foi incentivado a “perseguir seus sonhos”. Durante sua idade adulta, está passando pela primeira crise financeira no Brasil.

Acredito que é responsabilidade da empresa tomar frente a esse processo. A inovação não é mais um diferencial e sim uma necessidade. Saber lidar com essas situações pode levar a empresa a ter sucesso em vários âmbitos. Pois bem, se a empresa tiver uma gestão inteligente, ele pode usar o melhor de cada um. A cumplicidade dos Baby Boomers, a responsabilidade da geração X e a inovação da geração Y.

Além de garantir seu sucesso, fazendo isso a empresa da sua contribuição a sociedade para que as gerações aprendam a conviver e utilizar o melhor de cada um. Quando a empresa impõe uma cultura de respeito e aprendizado mútuo, ela consegue fazer com que o colaborador da geração X ensine o da geração Y a ter mais paciência e foco, bem como a geração Y ajude o Baby boomer a entender e utilizar a tecnologia e o mesmo pode dar a segurança e estabilidade que todas as gerações precisam aprender.

Jonata Lima é psicólogo, pela Universidade Católica Dom Bosco, especialista em psicologia organizacional e do trabalho com gestão em qualidade. Também possui formação e certificação internacional em life coach e é Executivo de treinamento da COPPINI