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Convite ao Pensamento

De um tempo para cá venho curiosamente refletindo sobre o abismo criado entre os opostos. O bem e o mau, o rico e o pobre, o politicamente correto e o grotesco. As diferenças sempre existiram, o que me atrai o olhar, é a tendência aos extremos. 

-Nunca se viu meninas tão jovens tornando-se mães. Em outra ponta, as mulheres nunca deixaram para ter seus filhos tão tarde.

-O ser humano prova seu lado mais “animal” em crimes de maldade inacreditável, por outro lado o mundo nunca almejou tanto o amor.

-Crianças sendo formadas com consciência e raciocínio de outro mundo, deixando boquiabertos adultos de outra geração. Enquanto na pobreza e na fome, milhares não sabem segurar um lápis.

O meu convite ao pensamento vai para a geração de negócios:

Em um mundo digital, falamos de pessoas,

Em intermináveis planejamentos, falamos em  impulso,

Em crise falamos de abertura de novos negócios,

No individualismo falamos do suporte em coaching…

Que seres são esses capazes de transitar naturalmente pelo controverso?

Seres inquietos, que buscam e descontroem conceitos construídos a “5 minutos”. É nesta inquietude que tudo se cria, que se descobre o novo.

O novo não é o pão da padaria, o filme, a camiseta… O novo é como se vende o pão, onde se assiste ao filme, a forma que se usa a camiseta!

Quando não se há mais no que pensar, ainda se pensa um outro tanto.

Bendita inquietude, bendito estresse que move e impulsiona. Se desejamos a paz e a tranquilidade, a maioria fala orgulhosa de sua rotina extenuante. O cansaço aparente faz frente a quase disputa ao encontrar um amigo e trocar detalhes de suas carreiras corridas e desgastantes.

Se o mundo é digital, que venham os seres humanos com suas carências e questionamentos primitivos. Os psicólogos e psiquiatras nunca trabalharam tanto.

Alguns desenvolvem aplicativos, outros desenvolvem pessoas, talentos, mentes criativas, líderes… E por que não desenvolver o cara que desenvolve aplicativos?

Se a crise gera empreendedorismo, que venha a crise.

Se a desordem da politica é o preço a ser pago para que arrumemos a casa. Que venha a desordem politica. Alguém já disse que não se faz omelete sem quebrar os ovos, não é?

Entre os extremos e o abismo, nos posicionamos onde nos sentimos melhor ou onde nos foi imposto. Nos enchemos com nossas verdades, crenças e objetivos. Traçamos metas, destinos, e se precisar de uma ajudinha contratamos um coach.  Afinal ele é guia para transpor abismos, apesar das pernas serem as suas.

Perdoe-me pelos devaneios. Fica o convite ao pensamento.

 

Jheruza Duailibi, responsável pelo marketing da COPPINI, é formada em publicidade e propaganda pela Universidade Católica  Dom Bosco. Estudou marketing em Madrid – Espanha, no Instituto Europeu de Ensino Superior e fez pós- graduação em comércio exterior.