Choque de Gerações, o conflito pode ser bom
setembro 8, 2016

Gestão de Pessoas e Estoque

Mude a sua percepção e gere resultados.

Dias atrás, planejando novos caminhos para o setor de estoque de um cliente, me deparei com a seguinte reflexão – qual a meta do estoque? Como o estoque pode fazer a empresa ganhar dinheiro?

Quando um inventário de estoque é realizado, lidamos com resultados sempre “negativos”. Podemos colocar a culpa nos colaboradores, no processo, na falta de treinamento, mas acho que podemos trabalhar melhor com este resultado “negativo”. De que forma?

Assim como o setor comercial trabalha e planeja seus resultados através do que é “positivo” (valores que entram para empresa – faturamento), ou seja, quanto mais se vende, melhor é a comissão do vendedor, é a divisão do faturamento da empresa pelo maior “comprometimento” dos vendedores.

O setor de Estoque trabalha com o que, com o negativo? Sim, o estoque está sempre na linha zero ou negativo, mas isso é ruim não é? Não, em pequenos estoques é fácil e simples mantê-lo zerado, porém, em empresas cujo estoque possui uma alta quantidade de itens de pequeno porte, isso não é possível mas não é o fim do mundo.

Colaboradores do estoque devem se acostumar com isso e seu planejamento deve ser, buscar resultado zero ou o mínimo negativo. Estoque operando no positivo não existe, caso isso esteja acontecendo na sua empresa, algo estranho e errado está acontecendo com seus processos.

Deve-se dar atenção especial a estes números negativos e positivos.

Por exemplo, um inventário com perda de cem mil reais já é ruim e imagine dois inventários igualmente negativos. Como podemos trabalhar este primeiro resultado ruim para motivar e melhora-lo?

É simples, após o primeiro “susto”, reúna os líderes responsáveis pelo setor, defina uma meta para o próximo inventário. Por exemplo, cinquenta mil reais como meta, organize seus processos e estabeleça responsáveis pelo seu cumprimento.

Ao realizar o segundo inventário, seu resultado cai apenas para oitenta mil reais. Ai vem sempre o mesmo pensamento – “Poxa vida que pena, não ajudou em nada todo esse trabalho”.

Você está errado! Você deixou de perder vinte mil reais, isso é um resultado positivo. Com este resultado “faturamos” vinte mil reais para empresa. Mas porque “faturou”? Lembra quando falamos que o estoque lida com o negativo, então, você diminuiu sua margem de perda, os processos estão funcionando, necessitam apenas de pequenos ajustes.

E que tal dividirmos uma porcentagem com os colaboradores do estoque? “Mas Rodrigo, você está ficando louco! Eu pago estes “caras” para organizarem e manterem o estoque em ordem e com sua contagem correta e você ainda quer que eu premie ele por uma perda?”. Bom amigo, minha sanidade está em dia, siga meu raciocínio.

No setor comercial, pagamos aos vendedores uma comissão de venda, pagamento no qual garantimos a produtividade todos os meses. Mas qual a principal missão do vendedor, não é vender? É, mas não é uma atividade fácil e para manter bons resultados constantemente, precisamos motiva-los.

No setor de estoque, pagamos os colaboradores para organizarem e deixarem a contagem com o menor erro possível, através do cumprimento de processos bem definidos. Se a missão deste “cara” é minimizar a perda da sua empresa, por que não dividir valores com ele?! Lembra daquele valor de vinte mil reais? Foi através de um bom trabalho que ele fez com que você “ganhasse” este valor.

A que conclusão podemos chegar de tudo isso? Através de maus resultados, também podemos crescer. Em dias de “crise” quanto menos se perde, mais se ganha. Deve-se encarar os objetivos de cada setor da sua empresa, com o olhares e planejamentos o mais estratégico possível, analisando criteriosamente suas metas, se seus processos estão corretos e principalmente realizando um acompanhamento de seus indicadores, isso é uma missão sua, de seus líderes e também do seu RH. Feito isso as chances de obter sucesso aumenta e muito a cada ciclo.

Rodrigo R. Caramalac é tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos, pela Universidade Anhanguera UNIDERP. Também é Consultor de Recursos Humanos da COPPINI.