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O Desafio de Manter sua Equipe Motivada Diante da Crise

 

O Desafio de Manter sua Equipe Motivada na Crise
Mas do que equipes motivadas, precisamos ao nosso lado de pessoas engajadas e com propósitos. Como anda nosso engajamento e nossos propósitos?
Estamos atravessando um momento político e econômico de grande instabilidade o que gera naturalmente cautela. O medo nos protege tanto quanto nos aprisiona. Assim como um bombeiro prestes a entrar em um prédio em chamas a cautela deve existir mas jamais ser imobilizadora a ponto de não permitir a atitude adequada no momento necessário.
Sendo assim, vale uma autoanálise.
O que estamos passando para nossa equipe?
Talvez seja difícil transmitir algo que não estamos sentindo neste momento.
Sermos ABSOLUTAMENTE CLAROS com aqueles que estão diretamente ligados ao problema, pode ser uma alternativa.
Assim como crianças amedrontadas, nossa equipe pode fantasiar monstros dentro de seu quanto escuro. Que tal acender as luzes e dizer quais são os problemas que estamos atravessando, quais são as possibilidade e as perspectivas. É muito mais fácil se sentir engajado em um ambiente transparente que você conhece onde pisa.
Em geral temos muita dificuldade em demonstrar nossas vulnerabilidades e fragilidades, o que de certa forma nos faz refém de uma fortaleza muitas vezes de areia.
Falar em fragilidade é diferente de falar em desordem ou descontrole. Muitas empresas e empresários vivem no caos independente do cenário como um todo. Estar no comando não significa não passar pela crise, mas sim passar por ela de forma planejada e estruturada.
A situação econômica geral seria a fragilidade, os números os cálculos reais e os planos “A,B,C’’, seus planejamentos estratégicos, estes sim são o suporte para encarar as dificuldades que virão.
Muitos temem a exposição diante da equipe. Veja bem, não significa partilhar as informações financeiras, mas assumir que não está fácil, comunicar novos procedimentos, ser claro e objetivo quanto aos planos da empresa e sobre tudo solicitar comprometimento, parceria e otimismo ao grupo.
Cada gestor conhece seus colaboradores e seus perfis (ou deveria), sabendo então o que é comum a aquele grupo, o que os move, quais suas particularidades. Quais ações seriam capazes de trazer o sentimento de pertencer a algo. Este sentimento de pertença é muito forte para os seres humanos. Talvez ações simples e de baixo custo possam funcionar muito bem.
Muitas empresas estão tendo que trabalhar com quadros reduzidos de colaboradores e ainda assim vendo a necessidade de estar em sua potência máxima e com criatividade. Cada setor sente a crise em uma intensidades diferentes, o desafio é manter sua equipe motivada, com o foco na empresa e não seguindo um instinto natural onde o individualismo se sobrepõe aos interesses do grupo.
A tarefa não é fácil, mas é necessária e possível. Um bom líder promove a confiança, o otimismo e o desenvolvimento de sua equipe. Mãos-a-obra que agora é com você!

Jheruza Duailibi, coach, também responsável pelo marketing da COPPINI,  é formada em publicidade e propaganda pela Universidade Católica  Dom Bosco. Estudou marketing em Madrid – Espanha, no Instituto Europeu de Ensino Superior, com pós- graduação em comércio exterior e formação em coach pelo IBC.