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Estratégias Humanas
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O que importa é a atitude.

A partir da Escola das Relações Humanas de Elton Mayo nas décadas de 1930 e 1940, o ser humano foi sendo visto cada vez mais como ser biopsicossocial e consequentemente as empresas foram levando em consideração aspectos sociais, emocionais e de personalidade dos seus colaboradores. Mesmo assim, algumas empresas se encontram em um dilema entre manter uma pessoa na equipe, compreendendo sua personalidade e sofrer com seus resultados (diretos e indiretos) ou desligar alguém por sua personalidade “forte” e correr o risco de ser taxado de insensível.

Exemplo:
Joana tem 18 anos e acaba de conseguir o primeiro emprego como atendente em uma farmácia. Algumas vezes, os clientes da farmácia tratam Joana de maneira rude, que responde da mesma forma, pois é do tipo que “não leva desaforo para casa”. O chefe de Joana recebeu inúmeras reclamações sobre o atendimento dela e chamou a atenção da mesma. Joana disse que tenta mudar, mas quando o cliente a trata mal ela fica com muita raiva e não consegue se controlar. Mesmo sendo muito focada, comprometida e esforçada, Joana foi demitida.

Casos assim estão no nosso dia-a-dia aos montes, não é? Agora responda, onde está o problema de Joana?
Talvez você responda: no sentimento de raiva e eu respondo que não.
O problema dela está na atitude e não no sentimento. Sentir raiva de alguém que é mal-educado com você é normal, só passa a ser um problema quando se toma atitudes que atrapalham a sua vida. O chefe de Joana não cobrava dela que deixasse de sentir raiva do cliente, mas sim que o tratasse com cordialidade.
Claro, sentimentos existem e visivelmente influenciam nossas atitudes. Mas lembre-se: as consequências de como você se comporta não mudará pelos seus sentimentos. O que importa, no final das contas é como você se comporta. Da mesma forma é com outros sentimentos. Não adianta sentir compaixão pelas pessoas e não tratá-las com compaixão. Só que se esse sentimento te leva a atitudes que fazem mal a você, é hora de rever seus atos.

Profissionais, não percam tempo tentando mudar o seu sentimento sozinho. Se esse sentimento te atrapalha demais e você não consegue mudar o seu comportamento, procure um psicólogo e deixo-o te ajudar a compreender o motivo de se sentir assim e aí sim mudar.

Líderes, avaliem seus comandados pelas suas atitudes, só entrem no assunto sentimento quando perguntados e se há uma relação de confiança entre as partes. Pois como dito anteriormente, ninguém tem o direito de dar palpite em sentimentos, mas como líder você tem a responsabilidade de questionar as atitudes de seus colaboradores.


Jonata Lima
é psicólogo formado pela Universidade Católica Dom Bosco, especialista em psicologia do trabalho. Tem experiência em consultoria de gestão de pessoas e atualmente é executivo de treinamentos da Luciano Coppini Treinamento e Desenvolvimento, atuando como instrutor em treinamentos comportamentais e como auxiliar em treinamentos comportamentais de alto impacto.