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Trabalho não é emprego. E qual é a diferença de fato?

Trabalho é a atividade que constitui o indivíduo, que o engrandece e o faz. O trabalho, de certa forma define quem se é. Vínculo afetivo forte que eu arriscaria dizer:

Se o trabalho de alguma maneira é a atividade que externaliza o que somos, então o vínculo com ele não deixa de ser um compromisso consigo mesmo. 

Todos nós desenvolvemos vínculos com a atividade que exercemos. Estes podem ser de diversas naturezas, o que não os tornam mais fortes ou mais frágeis por isso. Engraçado como sempre acabamos nos referindo em tom pejorativo a aqueles que possuem emprego. Como se a diferença básica fosse:

Trabalhador: trabalho porque gosto, sou esforçado, empenhado e comprometido.

Empregado: trabalho porque tenho que fazê-lo, sinto preguiça, falta de vontade.

Para entender melhor, que tal pensarmos que vivemos em um país onde as pessoas em idade produtiva, em momentos de escolha e decisão em relação a sua vida profissional, muitas vezes não tem nem mesmo o que comer.

Você de fato acredita, que alguém nesta condição tem a oportunidade de optar por um trabalho que o representa e constitui como ser humano? Talvez este indivíduo não tenha tido, sequer a possibilidade de descobrir-se ou mesmo de se dedicar e aperfeiçoar na carreira que escolheria se pudesse.  A diferença entre emprego e trabalho está aí.

Ainda desmistificando, vale ressaltar que os vínculos que ligam as pessoas a suas atividades podem ser:

  • Uma relação de trabalho, de afeto, quando se deseja fazer o que se faz, que se constrói através da atividade.
  • Uma relação de emprego, de ganho, de troca, de necessidade. Vejam o quanto esse vínculo também pode ser forte. O quanto e para quantos ter um emprego é a diferença entre poder realizar, executar, ter, conseguir, vencer ou não. A grande maioria dos trabalhadores brasileiros exercem funções de emprego. Dificilmente alguém sonha em ser lixeiro, repositor, ajudante de pedreiro, doméstica… Mas o vínculo que se cria com a oportunidade de estar empregado, pode sim fazer deste indivíduo um funcionário comprometido e empenhado com suas atividades.
  • Por fim, podemos ainda citar o vínculo que se constrói através da relação funcionário/empresa. Aquele que vai além do estritamente profissional. Relação que se estende através dos anos em uma mesma atividade, da ajuda pessoal oferecida por um patrão, da família deste funcionário. Vínculo construído.

De fato, todos podemos possuir um ou mais vínculos com o que fazemos sem que isso seja um demérito.

 Ex.: “Trabalho com o que gosto, meu salário é bom e preciso dele. Além do que, minha relação com meus patrões vem de anos. São padrinhos do meu filho…”

Quando nos referimos a uma relação de ganho, sempre tendemos a acreditar que isso é feio. Como se de certa forma ferisse padrões de ética. O que não dá para confundir é que toda relação é troca e ganho, não uma doação unilateral.

Você trabalha e eu remunero.

Você me ajuda e eu também te ajudo.

Você faz sua parte, eu faço a minha, e juntos construímos o todo. Seja em um emprego ou em um trabalho, que o diferencial se faça pelos quão inteiros estamos ali.

 

Jheruza Duailibi, responsável pelo marketing da COPPINI, é formada em publicidade e propaganda pela Universidade Católica  Dom Bosco. Estudou marketing em Madrid – Espanha, no Instituto Europeu de Ensino Superior e fez pós- graduação em comércio exterior.